5.12.13

Depois do "cheiro a Natal"...

...acho que aquilo que mais me chateia são os falsos moralismos. Não que não os hajam o ano inteiro, mas multiplicam-se nesta altura e então é ver por todas as redes sociais pessoas tão, tão boas que até me fazem sentir um monstro (passa rápido o sentimento, é a sorte).
Não é que andava eu muito descansada pelo Facebook quando, em resposta ao desejo de boas festas dado por uma empresa para toda a gente que quisesse ver, encontro uma resposta do tipo "não passa de conversa porque o Natal é quando o Homem quiser e importantes são as acções que se praticam, mas obrigado na mesma".
Porquê? Para quê? Irrita-me que, se há pessoas assim tãoooooo boas no mundo (isto foi só um exemplo muito levezinho, mas estão a ver o estilo), estas estejam a perder o seu tempo a comentar publicações "inúteis" que não trarão nada de bom a ninguém!
Sabem o que é que eu quero no Natal? Quero almoçar e jantar com a minha família, como faço todos os anos. Depois, e assim muito rápido e genericamente, quero uma mala preta, equipamento de corrida (todo a combinar!), quero um sobretudo, quero umas sapatilhas, quero as coisas que partilhei e vou continuar a partilhar por aqui, quero que a minha irmã receba brinquedos (e não quero saber se ela tem uma casa cheia deles), embora gostasse que ela tivesse o altruísmo de os partilhar e dar um dia mais tarde (coisa que eu nunca tive, daí a ela ter já tantos brinquedos), quero chocolates, quero conseguir escolher a prenda certa a cada pessoa que ofereço (coisa que começa a escassear).
Também queria que toda a gente tivesse um Natal tão bom ou melhor do que o meu. Mas isso não acontece e eu não vou abdicar do meu só porque os outros não têm.

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